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Concurso da PM do Paraná tem critério ‘masculinidade’ em avaliação psicológica

Edital diz que candidato 'não pode emocionar-se facilmente'; especialistas afirmam que critério é discriminatório e subjetivo.

Quarta-feira, 15 de agosto de 2018
Por: Edson Filho

O edital do concurso para cadete da PM do Paraná foi publicado na última quinta-feira (9) e oferta 16 vagas, sendo duas destinadas a afrodescendentes. De acordo com o documento até 50% das vagas ofertadas podem ser preenchidas por mulheres.

 

As provas são compostas por duas etapas. A primeira, classificatória, realizada pelo Núcleo de Concursos da Universidade Federal do Paraná (NC-UFPR), terá duas fases: uma com 90 questões objetivas sobre conhecimentos gerais e a segunda com três questões discursivas para avaliação de compreensão e produção de textos.

 

Já a segunda etapa, de caráter eliminatório, realizada pela PM-PR por bancas designadas e reguladas pelo edital. As provas de habilidades específicas (PHE) incluem: investigação social, avaliação psicológica, exame de capacidade física e exame de sanidade física.

📷 'Macho' | GIPHY

 

 

A ‘masculinidade’ aparece como um dos 72 critérios da avaliação psicológica, que vai analisar se os candidatos possuem o perfil pré-estabelecido para o cargo.

 

Em nota, a PM afirmou que foi dada, por parte de alguns setores da sociedade, uma interpretação equivocada ao critério ‘masculinidade’ e que o objetivo é “avaliar a estabilidade emocional e a capacidade de enfrentamento, aspectos estes extremamente necessários para o dia a dia da atividade policial militar”. Veja mais trechos da nota no final da reportagem.

 

A Aliança Nacional LGBTI+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Intersexuais) e o Grupo Dignidade publicaram uma nota de repúdio ao edital, afirmando que a exigência de “masculinidade” desconsidera a possibilidade de mulheres se candidatarem às vagas ou quer que elas tenham características masculinas, o que consideram discriminatório.

 

“Fere a Declaração Universal de Direitos Humanos e a Constituição Federal Brasileira no que diz respeito à igualdade de todas as pessoas, além de estar na contramão dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ONU) em relação ao alcance da igualdade entre os gêneros”, diz a nota.

 

📷 Parte da avaliação onde aparece o critério chamado 'Masculinidade' | Reprodução

📷 Parte da avaliação onde aparece o critério chamado 'Masculinidade' | Reprodução

 

 

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Fonte: Amazoniaqui


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