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Neste mês completa um ano da morte de Chester Bennington, do Linkin Park

Passados quase 12 meses, ainda existem muitas dúvidas, e um trauma quase que insuperável relacionado a sua morte e a de tantas outras pessoas.

10 de julho de 2018
Por: Edson Filho

Parece que ainda os fãs da banda Linkin Park ao redor do mundo inteiro estão em choque com a morte do vocalista Chester Bennington, está completando um ano do acontecimento e pouco se sabe, pouco se avançou sobre o triste episódio.

 

O que se encontra em cada lugar na web, inclusive quando vemos os seus entes tão próximos, colegas de banda e sua família, o que se vê é uma enorme dúvida do desconhecido, sobretudo a respeito da depressão, uma condição sempre escondida que aterroriza aqueles que passam por ela, e os que estão em sua volta.

 

📷 Chester Bennington | Reprodução

📷 Chester Bennington | Reprodução

 

 

E esse assunto é também relacionado à diversidade, já que, mesmo com essa situação triste para muitas pessoas, muitas outras insistem em criticar e julgar as causas das mortes, sem respeitar ou sequer saber de tudo o que a pessoa enfrentou.

 

Chester Bennington foi encontrado morto aos 41 anos de idade em sua casa, na manhã do dia 20 de julho de 2017, a autópsia confirmou a causa da morte como enforcamento, no entanto, não ficou evidente o uso de drogas além do álcool, naquele dia.

 

📷 Chester Bennington | Reprodução

📷 Chester Bennington | Reprodução

 

À frente do Linkin Park, Chester impulsionou o rock nas paradas de todo o mundo no início dos anos 2000 com sucessos como "In the End" e "Crawling". Em pouco tempo, a banda se tornou o principal expoente do movimento nu-metal, que misturava o peso do metal com batidas de hip-hop e música industrial.

 

Chester sempre falou abertamente sobre o vício de drogas e álcool, luta que travou desde a adolescência, após ter sido abusado sexualmente por um amigo mais velho. Em entrevistas, ele havia dito ter considerado o suicídio no passado.

 

O que ficou evidente como o que realmente levou o suicídio, é o seu problema com a depressão, mesmo assim, Bennington não deixou nenhuma carta no momento de sua morte.

 

📷 Chester Bennington | Reprodução

📷 Chester Bennington | Reprodução

 

 

Tudo isso deixa enormes dúvidas e tristezas para todos que admiram o cantor, fãs e grandes artistas prestaram suas homenagens, bem como apoiam a continuidade dos Linkin Park.

 

Rihanna publicou em seu Instagram que Bennington tinha o talento mais impressionante que ela já viu ao vivo.

 

Viúva de Chester: Talinda Bennington fala sobre morte do cantor: 'Perdi minha alma gêmea' e 'Como faço para seguir em frente?'.

 

📷 Chester e Talinda Bennington | Reuters

📷 Chester e Talinda Bennington | Reuters

 

 

📷 Chester Bennington | Reprodução

 

📷 Hayley Williams do Paramore | Twitter

 

📷 Hayley Williams do Paramore | Twitter

 

📷 Duff McKagan do Guns N' Roses | Twitter

 

📷 William Ryan Key do Yellowcard | Twitter

 

📷 Mike Portnoy | Twitter

 

📷 Apl.de.Ap do Black Eyed Peas | Twitter

 

Comunicado oficial da banda:

 

 

"Querido Chester. Nossos corações estão quebrados. As ondas de choque pela dor e negação continuam a varrer nossa família, enquanto tentamos enfrentar o que aconteceu. Você tocou muitas vidas, talvez mais do que possa ter imaginado. Nos últimos dias, pudemos ver uma onda de amor e apoio, tanto público quanto privado, ao redor do mundo. Talinda (mulher de Chester) e sua família apreciaram isso, e esperam que o mundo saiba que você era o melhor marido, filho e pai. A família nunca estará inteira sem você".

 

"Ao falar com você sobre os próximos anos juntos, sua empolgação era contagiosa. Sua ausência deixa um vazio que nunca poderá ser preenchido. Sua voz barulhenta, engraçada, ambiciosa, criativa e generosa está fazendo falta. Estamos tentando nos lembrar que os demônios que te levaram de nós sempre fizeram parte do negócio".

 

"Afinal de contas, foi a maneira como você cantou sobre demônios que fez cada um cair de amores por você no primeiro momento. Sua coragem os colocou em evidência, e ao fazê-lo, nos colocou juntos e nos ensinou a sermos mais humanos. Você tinha o maior coração".

 

"Nosso amor por fazer e tocar música não se esgotará. Enquanto nós não sabemos o caminho que nosso futuro terá, nós sabemos que nos tornamos melhor por você. Obrigado por esse presente. Te amamos e sentimos muito a sua falta. Até que nos encontremos de novo. LP".

 

📷 Linkin Park | Divulgação

📷 Linkin Park | Divulgação

 

 

M. Shadows, vocalista dos Avenged Sevenfold, afirmou numa entrevista recente que os Linkin Park "têm todo o direito de continuar", após a morte do seu frontman, Chester Bennington.

 

"Eles são seres humanos e têm uma vida longa pela frente. E acho que, se amam a música, têm todo o direito de continuar", afirmou.

 

O que a morte de Chester Bennington pode nos ensinar sobre depressão?

 

A começar pelo “desconhecido”: ninguém jamais diria que algo estava acontecendo com Chester. Depois da morte dele, sua esposa Talinda Bennington, divulgou um vídeo gravado 36 horas antes do músico se matar. Pelas imagens, ninguém jamais pensaria que havia algo errado com ele: o artista aparece rodeado pela família, rindo e se divertindo. “É isso que a depressão parece, apenas 36 horas antes de sua morte. Ele nos amava tanto e nós o amávamos”, ela escreveu.

 

🎥 Tuíte de Talinda Bennington | Reprodução

 

📷 Tuíte de Talinda Bennington | Reprodução

 

Depressão não tem rosto. Não tem forma. Não dá para dizer quem está ou não está doente só olhando para ela. Uma outra foto postada por Talinda traz Bennington sorrindo com a família na praia, reforça isso. Ela escreveu: “isso foi dias antes do meu marido tirar a própria vida. Pensamentos suicidas estavam lá, mas você jamais saberia”.

 

A atitude da viúva de Chester é importante, pois ao abrir um pouco mais a intimidade da família, ela ajuda a quebrar um estereótipo de que todas as pessoas deprimidas ficam o dia inteiro na cama ou chorando. É possível, sim, levar uma vida normal, trabalhar, se relacionar com pessoas, se exercitar e ainda assim ter depressão. E, ao vermos alguém famoso como o cantor morrendo dessa maneira, temos mais um lembrete de que esse transtorno mental não vê cor, classe social ou gênero. Qualquer pessoa pode desenvolvê-lo.

 

Aliás, é por conta da falta de informação sobre esse distúrbio, que muitas pessoas acabam tirando suas vidas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 90% dos casos de suicídio poderiam ser evitados, pois estão ligados a transtornos psíquicos tratáveis, como a depressão, por exemplo.

 

Portanto, é importante tratarmos as doenças mentais com seriedade, pois elas estão levando as pessoas que amamos. No Brasil, por exemplo, a taxa de suicídio aumentou 12%, sendo essa a quarta maior causa de morte entre jovens entre 15 e 29 anos.

 

Precisamos nos movimentar e conscientizar as pessoas sobre a importância de cuidar da saúde mental e falar abertamente sobre depressão e suicídio. Infelizmente, não podemos fazer o tempo voltar e trazer Chester e tantas outras pessoas de volta à vida. Porém, podemos ajudar a salvar tantas outras que estão sofrendo.

 

"Eu fiquei chocado quando soube o que aconteceu. Sempre que eu estive perto do Chester, ele nunca me pareceu alguém depressivo. Uma vez nos bastidores de um show, eu estava me sentindo muito para baixo, e ele veio e me reergueu totalmente. Ele era esse tipo de cara. Tinha uma energia enorme. Eu trabalhei com ele e o Mike [em estúdio, na música Rebellion em 2014]. Ambos eram fáceis de trabalhar, sem nenhum ego. Tenho muito orgulho dessa música." Disse Daron Malakian, dos System of a Down à revista Revolver Mag.

 

📷 Chester e Daron | Site of a Down

📷 Chester e Daron | Site of a Down

 

 

Se você estiver precisando de ajuda, acesse o site do Centro de Valorização da Vida (CVV) ou ligue para o número 188.

 

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Palavras-chave: SOCIAL DIVERSIDADE PESQUISAS CURIOSIDADES


Fontes: BLITZ, G1, Prosa Livre


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